2015

IV Terreiro de Chão Batido

O chamado do coração nos uniu neste encontro de reconhecimento da força ancestral que sobrevive em nós, da resistência e da valorização das nossas expressões culturais, através dos cultos, das danças, da capoeira, da música, do jeito de ser e de viver com respeito a todos os seres.

Arte Mestre Paraquedas

Arte: Mestre Paraquedas

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Fogo, tambores, ervas, elementos da espiritualidade.

Estarmos juntos e a proposta do Terreiro de Chão Batido. Os convidados, que passaram o dia na Comunidade Morada da Paz, conheceram os espaços que compõe este grande templo que é o território, um sítio onde tudo é sagrado: o fogo, o ar, a água, a terra, o alimento, a partilha, a mata e todos os seres, visíveis e não visíveis que vivem nela.

Pela manhã aconteceu a recepção, caminhada na trilha e abertura do encontro na roda do fogo. No almoço foi servido um amalá para Xangô, prato feito com pirão de farinha de mandioca e ensopado de carne de soja, já que a alimentação na comunidade é ovo lacto vegetariana. O alimento é sagrado no jeito de ser e de viver da comunidade. Lembrando a unidade que juntos buscamos pra nos fortalecermos, foi proposto rodas de comidas compartilhadas onde os participantes,  organizados em quatro grupos, partilharam o alimento, em círculos. Um após o outro, comeram da mesma tigela, em movimento horário. O Ponto de Cultura e Escola de Capoeira Africanamente participou do encontro propondo capoeira angola e samba de roda, envolvendo a todos num clima de alegria e resistência.

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A beleza do respeito a diversidade étnica, cultural, etária, de gênero …

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Participação dos omadês na roda de capoeira angola.

Foi realizada também uma roda de conversa sobre a Rota das Pombas Giras, proposta que nasceu na Pajelança Quilombólica da Rede Mocambos, realizada em Campinas no mês de abril e que envolve mulheres e homens de todas as regiões do Brasil. Além de apresentar a rede, Yashodhan convidou a todas para envolverem-se na Marcha das Mulheres  Negras 2015,  que acontecerá no dia 18 de novembro em Brasília.

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Conversa sobre a Rota das Pombas Giras.

O Terreiro reúne pessoas de diferentes idades. A proposta é a troca de conhecimentos e a salvaguarda da memória ancestral. Mestre Paraquedas, um dos mestres sempre presentes no Terreiro, participou mais uma vez desse encontro, cantando suas composições  e encantando a todos com suas histórias.

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Mestre Paraquedas na roda do fogo.

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Trocas intergeracionais, valorização dos mais velhos e dos mais novos.

Arte Vania Pierozan

Arte: Vania Pierozan

Fotos: Eduardo Cezimbra, Josi Arruda, Juliana Rocha e Regina Ferreira.

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